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Sul da índia, um lugar a ser explorado!

2017-03-25 21:46:01
Categorias: Regiões

Em pleno século XXI, a terra de figuras inspiradoras como Buda e Gandhi ainda mantém suas cores e misticismo, motivando viagens que vão muito além das mundanas excursões turísticas. Pouco conhecido dos brasileiros, que concentram sua energia na capital Nova Déli e no Taj Mahal, em Agra, o sul indiano mostra a faceta mais autêntica e calma deste país de mais de um bilhão de habitantes.

Diferente das áreas agitadas de Mumbai e da capital, as cidades sulistas são mais relaxadas, possuem templos fantásticos e povo hospitaleiro nos estados de Tamil Nadu, com seus mercados de rua, e Kerala, o berço da medicina ayurvédica. A paisagem rural se alterna entre montanhas e diversas plantações – como chá, arroz e pepino – e os canais aquáticos onde antigos barcos conduzem o viajante por bucólicos vilarejos ribeirinhos.

GASTRONOMIA

Com uma das gastronomias mais exportadas do mundo, a comida na Índia é uma miscelânea de culinárias regionais dos diversos povos que habitam o país. É caracterizada por sua diversidade e, em cada região do país, predomina uma influência. Mas se há algo em comum em praticamente todos os pratos é o peculiar sabor de suas diversas especiarias.

Masala vs Curry

A masala, por exemplo, é quase onipresente nas mesas indianas. Trata-se de uma mistura com sabor e cheiro fortes, geralmente picante. O curry é a versão da masala nos países ocidentais, já que o termo surgiu pela primeira vez na culinária britânica, não na indiana. A combinação presente na masala costuma ter anis, cardamomo, cominho, açafrão, gengibre, canela, cravo, noz moscada, pimenta do reino e pimenta branca. No sul do país, a masala mais comum é a sambar.

Uma das curiosidades dos costumes gastronômicos por lá é o hábito de comer com a mão, e sempre usando a direita. No sul da Índia, as pessoas usam os dedos direitos para fazer uma bolinha com o arroz, legumes, molhos, iogurte e demais alimentos e levá-la direto à boca. Para os ocidentais, a experiência é divertida, apesar de um pouco difícil.

Pratos típicos

Entre as receitas mais comuns está o thali, que leva molhos de legumes e verduras, lentilhas, iogurte e arroz. Por ser uma opção que concentra diversos tipos de alimentos em um único prato, o thali é popular em todo o país, e no sul tem mais força em Rajasthan. Outro prato bem comum nesta região é o dosa, um tipo de crepe que pode ser feito de diversos grãos, podendo ser recheado ou simplesmente molhado no sambar e/ou chutney (molho típico com de tomate, coco, hortelã, ou outras ervas). Os dosas são comidos do mesmo jeito que os pães indianos: separa-se um pedaço com a mão direita e usando-o para pegar o recheio ou molho. Outras receitas comuns do sul indiano são:

Appam: panqueca feita de arroz com leite de coco;

Idli: comum no café da manhã, é um tipo de bolinho elaborado com farinha de arroz consumido com sambar ou chutney.

Payasam: sobremesa semelhante ao arroz doce, leva leite de coco e rapadura (no norte recebe o nome de kheer e é feito com leite e açúcar).

Vada: o termo se refere a diversos lanches fritos consumidos no café da manhã. O mais comum é o medu vada, que tem formato de donut, elaborado com farinha de uma espécie de lentilha.

Mas o sul indiano vai muito além da gastronomia e reserva surpresas interessantes para os visitantes. Cenários de filmes, herança cultural de diversos povos e muita espiritualidade são alguns dos ingredientes deste peculiar cantinho do mundo.

CONHEÇA AS REGIÕES

Tamil Nadu

Com construções que preservam o legado dos antepassados, Chennai é a capital do estado e quarta maior cidade do país. Foi fundada no século XVII para ser um porto comercial, e ainda é possível visitar seus fortes, testemunhos em pedra do período colonial. Chennai também abriga a Basílica de São Tomé que, segundo a tradição cristã, é uma das três igrejas construídas em cima do túmulo de um apóstolo de Cristo. A cidade possui vários templos, como o Kapaleeswarar Nagar, dedicado a Shiva. Composto por construções de diversas épocas, o complexo é repleto de esculturas coloridas que são restauradas a cada 12 anos por profissionais especializados.

A apenas duas horas de distância, a bucólica Mamallapuramfoi uma importante cidade portuária durante o século VII, quando a dinastia dos Pallavas reinava na região. Por lá, também não faltam templos, estátuas e monumentos de 1500 anos. Shore Temple, o mais antigo de todos, foi erguido em 700 d.C., mas é Pancha Rathas (cinco bigas), que encanta: cinco monumentos, cada um em forma de uma biga e esculpido em apenas uma pedra. Esta pequena cidade é uma boa escolha para suvenires, pois é famosa por suas esculturas de pedra. Caminhando pela cidade, é possível ver artistas trabalhando em toda esquina.

Tiruchirappali exige um pouco de paciência dos ocidentais, pois é barulhento e a infraestrutura deixa a desejar. Mas aqueles que resistirem aos contratempos da cidade são recompensados por dois lugares inesquecíveis. Rockfort é um templo hindu que fica cravado no alto de um morro, e o Sri Ranganathaswamy, simplesmente um dos maiores e mais bonitos templos da Índia, é dedicado a Ranganatha e foi construído no estilo arquitetônico de Dravidian.

Uma das cidades habitadas mais antigas do mundo, Madurai possui relatos de gregos e romanos em suas imediações. Como é de se esperar, o grande destaque da cidade é um templo. O Meenakshi Amman é dedicado à deusa Parvati e que recebe cerca de 20 mil visitantes todos os dias. A mais alta torre possui 51,9 metros de altura, com duas vimanas esculpidas a ouro, os santuários garbha-griha (cenáculos) das principais divindades. O templo atrai 15 mil visitantes por dia e 25 mil todas as sextas-feiras.

Apesar de não fazer parte de Tamil Nadu, Pondicherry está no roteiro de quem vai para o sul da Índia. Colonizada pelos franceses, a cidade preserva os traços do país europeu em suas ruas. Praias, natureza intocada e espiritualidade são os pontos fortes de Pondy, como é carinhosamente chamada por seus habitantes. A cidade abriga várias construções coloniais, igrejas, templos e o famoso monumento Aayi Mandapam, construído pelo imperador francês Napoleão III.

Kerala

Com o maior IDH da Índia, uma taxa de alfabetização que ultrapassa os 90% e o título de estado menos corrupto do país, o Kerala possui ruas limpas e uma infraestrutura turística bem acima dos padrões indianos. Assim como Goa, a região apresenta fortes resquícios da presença portuguesa no local. Foi ali que o navegador Vasco da Gama desembarcou em 1498, após cruzar o Cabo da Boa Esperança, deixando muitas igrejas, uma significativa população cristã e um grande interesse por futebol.

Na briga pelo título de “Veneza do Oriente”, Alappuzha é o melhor lugar para aproveitar a principal atração de Kerala: as backwaters, um complexo de canais, lagos e rios ligados em uma cadeia labiríntica de mais de 900 km. Os tours podem durar um ou vários dias, e geralmente incluem refeição típica do Kerala e vislumbre da vida cotidiana dos ribeirinhos.

A maior cidade do estado é Cochi, que também concentra a maior parte dos pontos turísticos. É em Cochi que está a igreja onde foi enterrado Vasco da Gama – o túmulo permanece no local, mas seus restos mortais foram levados para Portugal pouco tempo depois do sepultamento, por seu filho. Outro local interessante na cidade é a rua judaica, onde este povo construiu uma sinagoga em 1558, que funciona até hoje. No entorno desta área está o Spice Market, com fábricas e mercados das especiarias indianas. Cidade mais antiga do Kerala, o porto de Cochi integrava a rota comercial com árabes e chineses em 600d.C.

Na capital do Estado, Trivandrum, fica o “templo mais rico do mundo”: Sree Padmanabhaswamy. Mesmo fechado para os não hindus, chegar aos pés de sua escadaria já é suficiente para observar os fantásticos entalhes em sua torre branca. Lá dentro, dizem, há riquezas milenares doadas por visitantes, fiéis e governantes através dos séculos. Desde 2010 o tesouro tem sido inspecionado e as notícias mais recentes indicam que será aberto ao público para exibição. Lendas contam que das quatro salas de tesouro, três foram abertas e revelaram joias, ouro e relíquias. A última estaria protegida por serpentes venenosas, no melhor estilo Indiana Jones.

E, para quem busca uma experiência com a medicina ayurvédica, Kerala é o lugar perfeito: a técnica tem origem no estado, quando os guerreiros Kalari usavam o tratamento – baseado em essências de ervas, dietas rígidas e massagens vigorosas com óleos e vapores – como parte de seu treinamento. A ayurveda é a matriz da medicina chinesa e é baseada nos textos do hinduísmo. A massagem Ayurvédica é um dos principais métodos utilizados pela Ayurveda. Ela é uma das técnicas corporais mais antigas e integrais, contribuindo amplamente para a harmonia orgânica e mental.

Pouco explorado, o sul indiano proporciona experiências e aventuras como nenhum outro lugar no país. E um fato é garantido entre os visitantes da região: a pessoa que vai para lá não é a mesma que volta.

Fontes:

http://viagem.estadao.com.br/noticias/geral,explorando-o-sul-da-india,801233

http://www.terramundi.com.br/sul-da-india

http://manualdoturista.com.br/sul-e-sudoeste-da-india/

http://www.minube.com.br/viagens/india/tamil_nadu/chennai

http://tudoindia.com.br/blog/6-coisas-para-ver-em-mahabalipuram/

http://www.360meridianos.com/2012/05/conheca-tamil-nadu-india.html

http://www.360meridianos.com/2012/05/kerala-praias-rios-e-floresta-tropical.html

https://matadornetwork.com/br/10-coisas-que-voce-pode-fazer-kerala/

http://tudoindia.com.br/comida-indiana/

http://www.360meridianos.com/2014/08/comidas-tipicas-da-india.html

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